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C A V E R N A S
Às vezes, um simples orifício na montanha; outras, um enorme e majestoso pórtico; quando ainda não é uma estreita passagem cavada entre blocos desmoronados, às vezes, após uma pequena entrada aparece um salão gigantesco, ricamante ornamentado ... A entrada de uma caverna nunca se repete na forma, mas é sempre igual no sentimento que desperta quando a encaramos pela primeira vez: temor, desejo, respeito e ansiedade. São entradas para uma nova dimensão, de um mundo revolto em mistério e onde a escuridão e o silêncio andam de mãos dadas. |
Observe o canto direito inferior da entrada da caverna, lá tem uma pessoa em pé.
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Encerra-se aqui o mundo da luz, do verde vegetal, do calendário, das estações e do próprio homem, que aqui não passa de intruso, um visitante ocasional. A luz de sua lanterna vai descobrindo espaços, galerias e salões. Um rio, uma cachoeira e um lago profundo são obstáculos a vencer. Enormes blocos de pedra provocam desvios no caminho. Uma aranha foge assustada. Um morcego voa rasante. Um peixe mergulha mais fundo. Aqui, tudo é novo e infinito. Até o tempo adquire uma nova dimensão. Aos nossos sentidos tudo é magia e eternidade. Só o coração bate mais forte. |
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Estalactites descem do teto até encontrarem-se com as estalagmites, formando monumentais colunas. Lâminas onduladas, coloridas e translúcidas - em formato de cortina - se penduram no teto inclinado. Flores de pedra, cristais contorcidos, pérolas, represas escalonadas e uma centena de outras formações chamadas de "espeleotemas" recobrem o interior da gruta. | ![]() |